Dr. Manuel Menezes

sop

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma das doenças hormonais mais comuns entre mulheres em idade reprodutiva, afetando cerca de 1 em cada 10 mulheres. Apesar de muito frequente, ainda gera dúvidas e está cercada por mitos.

Menstruação irregular, dificuldade para engravidar, acne persistente, aumento de pelos, queda de cabelo e dificuldade para emagrecer são alguns dos sinais que podem estar relacionados à síndrome. No entanto, nem todas as mulheres apresentam os mesmos sintomas, o que muitas vezes atrasa o diagnóstico.

Nos últimos anos, especialistas de diversos países propuseram uma importante mudança na forma de nomear essa condição. O termo Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) está sendo gradualmente substituído por Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP). A mudança busca representar melhor a doença, que vai muito além dos ovários e envolve alterações hormonais, metabólicas e reprodutivas.

Neste artigo, você vai entender o que é a SOP, por que seu nome está mudando para SOMP, quais são os principais sintomas, como é feito o diagnóstico, quais tratamentos estão disponíveis e quando é importante procurar um endocrinologista.

Resumo rápido

  • A SOP é uma doença hormonal comum que também pode causar alterações metabólicas.
  • Os sintomas mais frequentes são menstruação irregular, acne, aumento de pelos, queda de cabelo e dificuldade para engravidar.
  • O diagnóstico não depende apenas do ultrassom.
  • O tratamento varia conforme os sintomas e os objetivos de cada paciente.
  • A síndrome passou a ser chamada de Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP) para refletir melhor suas características.

Médico para tratar Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) em Ouro Preto – MG

O médico especialista no tratamento da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é o Endocrinologista.

Meu nome é Manuel Menezes. Sou médico Endocrinologista em Ouro Preto – MG. Atualmente atendo consultas médicas na Clínica Sim (Avenida Juscelino Kubitschek, 48, no bairro Bauxita).

  • Graduação em Medicina pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais);
  • Especialista em Clínica Médica pela FHEMIG (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais);
  • Especialista em Endocrinologia e Metabologia pelo Hospital da Previdência (IPSEMG).

A SOP agora se chama SOMP?

Em 2025, especialistas internacionais propuseram que a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) passasse a ser chamada de Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP).

Essa mudança não significa que a doença mudou ou que as mulheres diagnosticadas com SOP tenham recebido um novo diagnóstico. O objetivo foi adotar uma nomenclatura que represente melhor as características da síndrome e reduza equívocos comuns causados pelo nome antigo.

Apesar da nova proposta, o termo SOP ainda continuará sendo amplamente utilizado por muitos anos. Afinal, é o nome mais conhecido entre pacientes, profissionais de saúde e na literatura médica. Por esse motivo, você poderá encontrar os dois termos sendo usados para se referir à mesma condição.

Por que o nome mudou?

A expressão “Síndrome dos Ovários Policísticos” sempre gerou confusão.

Muitas mulheres acreditavam que a doença significava a presença de vários cistos nos ovários ou que esses “cistos” precisariam ser tratados ou removidos. Na realidade, o exame de ultrassom costuma mostrar múltiplos pequenos folículos, que fazem parte do desenvolvimento normal dos óvulos e não correspondem a cistos verdadeiros.

Além disso, nem toda mulher com SOP apresenta esse aspecto ao ultrassom. Da mesma forma, muitas mulheres saudáveis podem apresentar ovários com aspecto policístico sem terem a síndrome.

Outro motivo importante para a mudança é que a doença vai muito além dos ovários. A SOP está frequentemente associada a alterações hormonais, metabólicas e reprodutivas, como resistência à insulina, maior risco de diabetes tipo 2, alterações no colesterol, esteatose hepática, obesidade e dificuldade para engravidar.

Por isso, o novo nome procura representar de forma mais completa a natureza da doença, destacando que ela é uma síndrome metabólica, hormonal e reprodutiva, e não apenas uma alteração dos ovários.

Em resumo: a doença continua sendo a mesma. O que mudou foi a forma de nomeá-la, para que o nome represente melhor suas características e reduza interpretações equivocadas.

Como a obesidade e a resistência à insulina são frequentes em mulheres com SOP/SOMP, vale a pena entender melhor como essas condições são tratadas. Leia também nosso artigo sobre obesidade, emagrecimento e canetas emagrecedoras.

O que é a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)?

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), atualmente também chamada de Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP), é uma doença hormonal crônica que afeta mulheres em idade reprodutiva.

Ela é caracterizada por um desequilíbrio na produção de hormônios, especialmente dos andrógenos, conhecidos popularmente como hormônios masculinos. Embora esses hormônios também sejam produzidos normalmente pelas mulheres, em quem tem SOP eles podem estar aumentados ou exercer um efeito maior no organismo.

Esse desequilíbrio hormonal pode comprometer a ovulação e provocar diversos sinais e sintomas, como irregularidade menstrual, acne, aumento de pelos, queda de cabelo e dificuldade para engravidar.

Além das alterações hormonais e reprodutivas, muitas mulheres com SOP também apresentam alterações metabólicas, como resistência à insulina, maior facilidade para ganhar peso, alterações do colesterol e aumento do risco de desenvolver diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares ao longo da vida.

Por isso, hoje sabemos que a SOP não é apenas uma doença dos ovários. Ela pode afetar diferentes sistemas do organismo e deve ser acompanhada de forma individualizada, considerando tanto a saúde hormonal quanto a saúde metabólica e reprodutiva.

É importante destacar que a síndrome pode se manifestar de formas muito diferentes. Algumas mulheres apresentam sintomas intensos desde a adolescência, enquanto outras só descobrem a doença ao investigar dificuldade para engravidar ou alterações em exames de rotina.

Em resumo: a SOP é uma doença hormonal, metabólica e reprodutiva. Seus sintomas e consequências variam de uma mulher para outra, o que torna o diagnóstico e o tratamento individualizados.

A SOP pode causar:

✔ Menstruação irregular ou ausência de menstruação

✔ Acne persistente

✔ Aumento de pelos no rosto e no corpo

✔ Queda de cabelos com padrão masculino

✔ Dificuldade para engravidar

✔ Resistência à insulina

✔ Maior dificuldade para emagrecer

✔ Aumento do risco de diabetes e doenças cardiovasculares

síndrome dos ovários policísticos

O que causa a SOP?

A causa exata da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) ainda não é completamente conhecida. O que sabemos é que ela resulta da combinação de fatores genéticos, hormonais e metabólicos.

Isso significa que não existe uma única causa para a síndrome. Na maioria das mulheres, diferentes fatores contribuem para o seu desenvolvimento e influenciam a intensidade dos sintomas.

Predisposição genética

A SOP costuma ocorrer com mais frequência em mulheres que têm familiares com a síndrome. Além disso, é comum haver histórico familiar de diabetes tipo 2, obesidade ou resistência à insulina.

Isso indica que existe uma predisposição genética, embora nenhum “gene da SOP” tenha sido identificado como responsável pela doença.

Alterações hormonais

Um dos principais mecanismos da SOP é o aumento da produção ou da ação dos andrógenos, conhecidos popularmente como hormônios masculinos.

Nas mulheres, esses hormônios também são produzidos normalmente, mas quando estão em excesso podem causar manifestações como:

  • Acne persistente;
  • Aumento de pelos no rosto, tórax, abdômen e outras regiões do corpo;
  • Queda de cabelo com padrão semelhante ao masculino;
  • Alterações na ovulação e irregularidade menstrual.

Resistência à insulina

Muitas mulheres com SOP apresentam resistência à insulina, uma condição em que o organismo precisa produzir quantidades maiores desse hormônio para manter a glicose sob controle.

Além de aumentar o risco de desenvolver diabetes tipo 2 ao longo da vida, a resistência à insulina também estimula os ovários a produzirem mais andrógenos, contribuindo para o agravamento dos sintomas.

É importante destacar que a resistência à insulina pode ocorrer mesmo em mulheres com peso normal, embora seja mais frequente naquelas com sobrepeso ou obesidade.

O excesso de peso causa SOP?

Essa é uma dúvida muito comum.

A resposta é não. A obesidade não causa a SOP.

No entanto, o excesso de gordura corporal pode aumentar a resistência à insulina e favorecer alterações hormonais, tornando os sintomas mais intensos. Da mesma forma, a dificuldade para perder peso é uma consequência frequente da síndrome, criando um ciclo que pode ser difícil de romper sem tratamento adequado.

Por isso, quando existe sobrepeso ou obesidade, o tratamento dessas condições faz parte do cuidado integral da paciente e pode melhorar tanto os sintomas quanto a saúde metabólica.

Em resumo: a SOP é uma doença multifatorial. Fatores genéticos, hormonais e metabólicos interagem entre si, fazendo com que cada mulher apresente manifestações e necessidades de tratamento diferentes.

“Agora que entendemos por que a SOP acontece, vamos conhecer os sintomas mais comuns e saber quando é importante procurar avaliação médica.”

Quais são os sintomas da SOP?

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) pode se manifestar de formas muito diferentes. Algumas mulheres apresentam vários sintomas desde a adolescência, enquanto outras descobrem a síndrome apenas ao investigar dificuldade para engravidar ou alterações em exames de rotina.

Os sintomas mais comuns estão relacionados às alterações hormonais e à dificuldade de ovulação.

Menstruação irregular

A irregularidade menstrual é um dos sinais mais frequentes da SOP.

A mulher pode apresentar:

  • Ciclos menstruais longos (mais de 35 dias);
  • Menstruações pouco frequentes;
  • Ausência de menstruação por vários meses;
  • Em alguns casos, sangramentos prolongados ou irregulares.

Essas alterações acontecem porque a ovulação ocorre de forma irregular ou pode não ocorrer em alguns ciclos.

Dificuldade para engravidar

Como a ovulação é irregular, mulheres com SOP podem apresentar maior dificuldade para engravidar naturalmente.

Isso não significa que toda mulher com SOP seja infértil. Muitas conseguem engravidar espontaneamente, enquanto outras podem precisar de tratamento para induzir a ovulação, assunto que abordaremos mais adiante.

Acne

O aumento dos hormônios androgênicos estimula a produção de oleosidade da pele, favorecendo o aparecimento de acne.

Ela costuma persistir após a adolescência ou surgir na vida adulta, principalmente na região do rosto, mandíbula, peito e costas.

Aumento de pelos grossos

O excesso de andrógenos também pode causar crescimento de pelos mais grossos e escuros em locais onde normalmente as mulheres apresentam poucos pelos, como:

  • Rosto (queixo e buço);
  • Pescoço;
  • Tórax;
  • Abdômen;
  • Costas.

A intensidade varia bastante entre as mulheres e também sofre influência da genética e da etnia.

Queda de cabelo

Outra manifestação relacionada aos andrógenos é a alopecia androgenética feminina.

Ela costuma provocar afinamento progressivo dos fios, principalmente na região superior da cabeça, podendo causar redução do volume capilar ao longo do tempo.

Dificuldade para emagrecer

Muitas mulheres com SOP relatam grande dificuldade para perder peso, mesmo adotando mudanças na alimentação e praticando atividade física regularmente.

Isso ocorre, em parte, porque a resistência à insulina e outras alterações hormonais podem favorecer o ganho de peso e dificultar sua perda.

É importante lembrar que nem todas as mulheres com SOP apresentam sobrepeso ou obesidade. A síndrome também pode ocorrer em mulheres com peso considerado normal.

Alterações metabólicas

Além dos sintomas mais conhecidos, a SOP pode estar associada a alterações que nem sempre causam sintomas imediatos, como:

  • Resistência à insulina;
  • Pré-diabetes ou diabetes tipo 2;
  • Colesterol e triglicerídeos elevados;
  • Esteatose hepática (gordura no fígado);
  • Aumento do risco cardiovascular.

Por esse motivo, o acompanhamento médico vai além do controle dos sintomas ginecológicos e deve incluir a avaliação da saúde metabólica.

Importante: a presença de um ou mais desses sintomas não significa necessariamente que a mulher tenha SOP. Outras doenças podem causar manifestações semelhantes, por isso o diagnóstico deve ser feito por um médico após avaliação clínica e, quando necessário, complementado por exames.

Médico para tratar Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) em Ouro Preto – MG

O médico especialista no tratamento da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é o Endocrinologista.

Meu nome é Manuel Menezes. Sou médico Endocrinologista em Ouro Preto – MG. Atualmente atendo consultas médicas na Clínica Sim (Avenida Juscelino Kubitschek, 48, no bairro Bauxita).

  • Graduação em Medicina pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais);
  • Especialista em Clínica Médica pela FHEMIG (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais);
  • Especialista em Endocrinologia e Metabologia pelo Hospital da Previdência (IPSEMG).

SOP engorda?

Essa é uma das perguntas mais frequentes entre mulheres com Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). A resposta é: não necessariamente, mas a síndrome pode favorecer o ganho de peso e dificultar o emagrecimento.

A principal explicação está na resistência à insulina, uma alteração metabólica presente em muitas mulheres com SOP. Nessa condição, o organismo precisa produzir quantidades maiores de insulina para controlar os níveis de glicose no sangue. Além de aumentar o risco de diabetes tipo 2, o excesso de insulina favorece o armazenamento de gordura e estimula os ovários a produzirem mais andrógenos, agravando as alterações hormonais da síndrome.

Outro fator importante é que a própria obesidade pode intensificar a resistência à insulina, criando um ciclo em que uma condição contribui para piorar a outra. Isso ajuda a explicar por que muitas mulheres com SOP relatam dificuldade para perder peso, mesmo mantendo uma alimentação equilibrada e praticando atividade física regularmente.

No entanto, é importante destacar que nem toda mulher com SOP está acima do peso. A síndrome também pode ocorrer em mulheres com IMC considerado normal, que igualmente podem apresentar alterações hormonais e metabólicas e necessitam de acompanhamento médico.

Emagrecer melhora a SOP?

Quando existe sobrepeso ou obesidade, a perda de peso pode trazer benefícios importantes.

Estudos mostram que uma redução de 5% a 10% do peso corporal já pode contribuir para:

  • Regularizar os ciclos menstruais;
  • Melhorar a ovulação;
  • Aumentar as chances de gravidez;
  • Reduzir os níveis de andrógenos;
  • Melhorar a resistência à insulina;
  • Diminuir o risco de diabetes e doenças cardiovasculares.

Por isso, quando indicada, a perda de peso é considerada uma das estratégias mais eficazes no tratamento da SOP. Ela deve ser baseada em mudanças sustentáveis no estilo de vida e, em algumas pacientes, pode ser associada ao uso de medicamentos para emagrecimento.

Leia também: Canetas emagrecedoras funcionam? Guia completo sobre emagrecimento e tratamento da obesidade

Em resumo: a SOP não faz todas as mulheres engordarem, mas pode dificultar o controle do peso devido às alterações hormonais e metabólicas. O tratamento adequado pode melhorar tanto o emagrecimento quanto os demais sintomas da síndrome.

sedentarismo

Quem tem SOP consegue engravidar?

Sim. A maioria das mulheres com Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) consegue engravidar, seja de forma espontânea ou com tratamento adequado.

A dificuldade para engravidar ocorre porque a SOP frequentemente provoca ovulação irregular ou até mesmo ausência de ovulação em alguns ciclos menstruais. Como a ovulação é essencial para que ocorra a gravidez, as chances de concepção podem ser reduzidas.

No entanto, isso não significa que toda mulher com SOP seja infértil. Muitas engravidam naturalmente, especialmente quando apresentam ciclos ovulatórios, ainda que irregulares.

Como a SOP afeta a fertilidade?

Durante um ciclo menstrual normal, um dos folículos do ovário amadurece e libera um óvulo. Na SOP, esse processo pode ser interrompido antes da ovulação devido ao desequilíbrio hormonal característico da síndrome.

Como consequência, a mulher pode apresentar:

  • Menstruações irregulares;
  • Ciclos sem ovulação;
  • Maior dificuldade para identificar o período fértil;
  • Redução das chances de gravidez espontânea.

Ainda assim, é importante lembrar que a ovulação pode acontecer de forma imprevisível, mesmo em mulheres que menstruam poucas vezes ao ano. Portanto, quem não deseja engravidar deve utilizar um método contraceptivo adequado.

O tratamento melhora as chances de gravidez?

Na maioria dos casos, sim.

O tratamento da SOP pode restaurar a ovulação e aumentar significativamente as chances de gestação. A estratégia varia conforme os objetivos da paciente e pode incluir:

  • Mudanças no estilo de vida e perda de peso, quando há sobrepeso ou obesidade;
  • Controle da resistência à insulina em pacientes selecionadas;
  • Medicamentos para indução da ovulação;
  • Técnicas de reprodução assistida, quando necessário.

A escolha do tratamento depende de diversos fatores, como idade, tempo de infertilidade, presença de outras doenças e avaliação da fertilidade do casal.

Quando procurar ajuda?

É recomendado procurar avaliação médica quando:

  • A gravidez não ocorre após 12 meses de tentativas em mulheres com menos de 35 anos;
  • A gravidez não ocorre após 6 meses de tentativas em mulheres com 35 anos ou mais;
  • Há diagnóstico de SOP associado a ciclos menstruais muito irregulares ou ausência de menstruação.

Quanto mais cedo a investigação for iniciada, maiores são as possibilidades de identificar a causa da dificuldade para engravidar e definir o tratamento mais adequado.

Em resumo: a SOP pode dificultar a gravidez por alterar a ovulação, mas não impede que a mulher seja mãe. Com acompanhamento adequado, mudanças no estilo de vida e, quando necessário, tratamento específico, a maioria das mulheres consegue engravidar.

sop

SOP tem cura?

Não existe cura definitiva para a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), mas existe tratamento eficaz para controlar os sintomas, reduzir as complicações e melhorar significativamente a qualidade de vida.

A SOP é considerada uma doença crônica, ou seja, acompanha a mulher ao longo da vida. Isso não significa que os sintomas estarão sempre presentes ou que serão iguais em todas as fases da vida. Com o tratamento adequado, muitas mulheres conseguem controlar completamente as manifestações da síndrome e levar uma vida saudável.

O tratamento controla a doença?

Sim. O objetivo do tratamento é atuar sobre as alterações hormonais e metabólicas da SOP, reduzindo seus impactos na saúde.

Dependendo dos sintomas e dos objetivos de cada paciente, o tratamento pode ajudar a:

  • Regularizar os ciclos menstruais;
  • Melhorar a ovulação;
  • Aumentar as chances de gravidez;
  • Reduzir acne e excesso de pelos;
  • Melhorar a resistência à insulina;
  • Facilitar o emagrecimento, quando necessário;
  • Reduzir o risco de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e outras complicações a longo prazo.

Nem todas as mulheres precisarão do mesmo tratamento. A abordagem deve ser individualizada e pode mudar ao longo da vida, especialmente quando há mudanças nos objetivos, como o desejo de engravidar ou a chegada da menopausa.

Os sintomas podem desaparecer?

Sim. Muitas mulheres apresentam melhora importante dos sintomas após mudanças no estilo de vida, perda de peso (quando indicada) ou uso dos medicamentos adequados.

No entanto, isso não significa que a síndrome deixou de existir. Em muitos casos, os sintomas podem voltar caso o tratamento seja interrompido ou ocorram mudanças hormonais e metabólicas ao longo do tempo.

Por isso, o acompanhamento médico periódico é importante mesmo quando a paciente está se sentindo bem.

Em resumo: a SOP não tem cura definitiva, mas tem tratamento. Com acompanhamento adequado, é possível controlar os sintomas, prevenir complicações e melhorar a saúde reprodutiva, hormonal e metabólica.

Toda mulher com ovário policístico tem SOP?

Não. Ter ovários com aspecto policístico no ultrassom não significa, necessariamente, que a mulher tenha Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP).

Essa é uma das maiores fontes de confusão sobre a doença.

O termo “ovário policístico” descreve apenas uma característica que pode ser observada no exame de ultrassom: a presença de múltiplos pequenos folículos distribuídos pelo ovário. Esses folículos são estruturas normais que contêm os óvulos em desenvolvimento e não correspondem a cistos verdadeiros, apesar do nome.

Além disso, muitas mulheres saudáveis podem apresentar ovários com aspecto policístico, especialmente durante a adolescência ou em determinadas fases da vida, sem apresentar qualquer alteração hormonal ou menstrual.

Por outro lado, algumas mulheres com diagnóstico confirmado de SOP podem não apresentar esse aspecto ao ultrassom.

Então, o que define o diagnóstico?

O diagnóstico da SOP não depende apenas do ultrassom.

Ele é baseado na combinação de características clínicas, hormonais e, quando presentes, dos achados nos ovários. Por isso, nenhuma mulher deve receber o diagnóstico apenas porque o laudo do ultrassom descreveu “ovários policísticos”.

Da mesma forma, um ultrassom normal não exclui a possibilidade de SOP.

Por esse motivo, a avaliação médica é fundamental para interpretar corretamente os sintomas, o exame físico e os exames complementares.

Por que isso é importante?

Durante muitos anos, o nome “Síndrome dos Ovários Policísticos” levou muitas mulheres a acreditarem que a doença era causada por “cistos nos ovários” ou que esses cistos precisariam ser retirados.

Hoje sabemos que isso não é verdade.

Essa foi uma das principais razões para a proposta de mudança do nome para Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP), uma nomenclatura que representa melhor a complexidade da doença e reduz esse tipo de interpretação equivocada.

Em resumo: ovário policístico é um achado de imagem, enquanto a SOP é uma síndrome hormonal e metabólica. Uma mulher pode ter ovários com aspecto policístico e não ter SOP, assim como pode ter SOP sem apresentar ovários policísticos ao ultrassom.

ovarios policisticos

Como é feito o diagnóstico da SOP?

O diagnóstico da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é baseado na combinação da história clínica, do exame físico e, quando necessário, de exames laboratoriais e de imagem. Não existe um exame único capaz de confirmar ou excluir a doença.

Durante a consulta, o médico irá investigar os sintomas, o padrão dos ciclos menstruais, o histórico familiar e realizar um exame físico em busca de sinais de excesso de andrógenos, como acne, aumento de pelos e queda de cabelo.

Além disso, podem ser solicitados exames de sangue para avaliar alterações hormonais e metabólicas, bem como um ultrassom dos ovários quando houver indicação.

Outro passo fundamental é excluir outras doenças que podem causar sintomas semelhantes, como alterações da tireoide, aumento da prolactina, hiperplasia adrenal congênita não clássica e, em situações específicas, a síndrome de Cushing ou tumores produtores de andrógenos.

Quais são os critérios para o diagnóstico?

Atualmente, o diagnóstico é baseado nos Critérios de Rotterdam, adotados pelas principais sociedades médicas internacionais.

Para que a SOP seja diagnosticada, é necessário que a mulher apresente pelo menos dois dos três critérios abaixo, após a exclusão de outras doenças que possam justificar os sintomas:

  • Ovulação ausente ou irregular, geralmente percebida por ciclos menstruais longos, irregulares ou ausência de menstruação;
  • Sinais de excesso de andrógenos, identificados pelo exame físico (como acne ou excesso de pelos grossos) e/ou por alterações hormonais nos exames de sangue;
  • Ovários com morfologia policística ao ultrassom, quando o exame apresenta os critérios técnicos estabelecidos pelas diretrizes.

Isso significa que nem toda mulher com SOP terá ovários policísticos ao ultrassom, assim como mulheres com ovários policísticos podem não ter a síndrome.

O ultrassom é sempre necessário?

Não.

Em muitas mulheres, especialmente quando já existem irregularidade menstrual e sinais claros de excesso de andrógenos, o diagnóstico pode ser estabelecido sem a necessidade do ultrassom.

Além disso, em adolescentes, o ultrassom costuma ter pouca utilidade para o diagnóstico, pois é comum que os ovários apresentem múltiplos folículos nos primeiros anos após a primeira menstruação. Nessa faixa etária, o diagnóstico deve ser feito com ainda mais cautela para evitar diagnósticos incorretos.

Quais exames costumam fazer parte da investigação?

Embora variem de acordo com cada paciente, é comum que o endocrinologista solicite exames para avaliar:

  • Hormônios relacionados à ovulação e aos andrógenos;
  • Glicemia;
  • Perfil lipídico (colesterol e triglicerídeos);
  • Função da tireoide;
  • Prolactina;
  • Outros exames, conforme os sintomas e a suspeita clínica.

Essa avaliação não serve apenas para confirmar o diagnóstico, mas também para identificar alterações que podem acompanhar a SOP e influenciar o tratamento.

Em resumo: o diagnóstico da SOP é clínico e deve ser feito por um médico experiente. Ele depende da combinação de sintomas, exame físico e exames complementares, sempre após excluir outras doenças que podem causar manifestações semelhantes.

Quais complicações a SOP pode causar?

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) vai muito além da irregularidade menstrual ou da dificuldade para engravidar. Quando não diagnosticada ou tratada adequadamente, ela pode estar associada a diversas complicações que afetam a saúde hormonal, metabólica e cardiovascular.

É importante destacar que nem todas as mulheres com SOP desenvolverão essas complicações. O risco varia conforme fatores como idade, peso, estilo de vida, presença de resistência à insulina e histórico familiar.

Diabetes tipo 2

A resistência à insulina, comum em mulheres com SOP, aumenta o risco de desenvolver pré-diabetes e diabetes tipo 2 ao longo da vida.

Por isso, é recomendado que mulheres com SOP façam acompanhamento periódico da glicemia e outros exames relacionados ao metabolismo da glicose.

Doenças cardiovasculares

Mulheres com SOP apresentam maior frequência de fatores de risco cardiovascular, como:

  • Hipertensão arterial;
  • Alterações do colesterol e dos triglicerídeos;
  • Resistência à insulina;
  • Obesidade.

Embora a maioria das pacientes seja jovem quando recebe o diagnóstico, cuidar desses fatores desde cedo pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares no futuro.

Esteatose hepática (gordura no fígado)

A esteatose hepática, também conhecida como gordura no fígado, é mais frequente em mulheres com SOP, especialmente quando há sobrepeso, obesidade ou resistência à insulina.

Na maioria das vezes, essa condição não causa sintomas, mas pode evoluir para formas mais graves se não for identificada e tratada.

Infertilidade

A dificuldade para engravidar é uma das complicações mais conhecidas da SOP e está relacionada principalmente à ovulação irregular.

A boa notícia é que, com tratamento adequado, a maioria das mulheres consegue ovular novamente e tem boas chances de engravidar.

Alterações do endométrio

Mulheres que passam longos períodos sem menstruar podem apresentar espessamento do endométrio (a camada interna do útero).

Quando essa situação persiste por muito tempo sem tratamento, pode haver aumento do risco de hiperplasia endometrial e, em alguns casos, câncer de endométrio. Por isso, manter ciclos menstruais regulares é uma parte importante do tratamento, mesmo para mulheres que não desejam engravidar.

Impacto na qualidade de vida

Além das alterações físicas, a SOP pode afetar significativamente a autoestima e o bem-estar emocional.

Sintomas como acne, aumento de pelos, queda de cabelo, dificuldade para emagrecer e infertilidade podem contribuir para ansiedade, depressão e redução da qualidade de vida. Por isso, em alguns casos, o acompanhamento psicológico também pode fazer parte do tratamento.

Em resumo: a SOP é uma síndrome que pode afetar muito mais do que os ovários. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado ajudam não apenas a controlar os sintomas atuais, mas também a prevenir complicações futuras e promover uma melhor qualidade de vida.

Como é o tratamento da SOP?

O tratamento da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) deve ser individualizado, pois nem todas as mulheres apresentam os mesmos sintomas ou possuem os mesmos objetivos.

Enquanto algumas procuram tratamento para regularizar a menstruação, outras desejam controlar a acne, reduzir o excesso de pelos, emagrecer ou aumentar as chances de engravidar.

Por esse motivo, não existe um tratamento único que seja indicado para todas as mulheres com SOP. O plano terapêutico é definido após uma avaliação médica completa, considerando os sintomas, a presença de alterações metabólicas e o desejo reprodutivo da paciente.

De forma geral, o tratamento pode incluir mudanças no estilo de vida, medicamentos e, em algumas situações, tratamento para indução da ovulação.


Mudanças no estilo de vida

As mudanças no estilo de vida são consideradas a base do tratamento da SOP, especialmente quando existe sobrepeso ou obesidade. Além de contribuírem para o controle do peso, elas podem melhorar a resistência à insulina, favorecer a ovulação e reduzir o risco de complicações como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

Mesmo mulheres com peso adequado podem se beneficiar da adoção de hábitos saudáveis, já que a síndrome também está relacionada a alterações metabólicas que vão além do excesso de peso.

Alimentação

Não existe uma dieta específica capaz de curar a SOP.

O mais importante é adotar um padrão alimentar equilibrado, que seja sustentável a longo prazo e adequado às necessidades de cada paciente.

Uma alimentação rica em verduras, legumes, frutas, grãos integrais, proteínas de qualidade e gorduras saudáveis pode contribuir para o controle da glicemia, da resistência à insulina e do peso corporal.

Por outro lado, recomenda-se reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados, bebidas açucaradas e produtos ricos em açúcares simples, que podem favorecer o ganho de peso e dificultar o controle metabólico.

Quando existe excesso de peso, uma perda de aproximadamente 5% a 10% do peso corporal já pode melhorar a ovulação, regularizar os ciclos menstruais e reduzir os níveis de andrógenos.

Por isso, o acompanhamento com um nutricionista pode ser um importante aliado para construir um plano alimentar individualizado e sustentável.

Atividade física

A prática regular de atividade física é um dos pilares do tratamento da SOP.

Além de auxiliar no controle do peso, o exercício melhora a sensibilidade à insulina, reduz fatores de risco cardiovascular e pode contribuir para a regularização da ovulação.

As diretrizes recomendam que os adultos realizem pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana, combinando exercícios aeróbicos e treinamento de força sempre que possível.

O mais importante é escolher uma atividade que possa ser mantida de forma consistente, já que os benefícios dependem da prática regular e contínua.


Em resumo: mudanças no estilo de vida são recomendadas para praticamente todas as mulheres com SOP. Alimentação equilibrada, atividade física e, quando necessário, perda de peso podem melhorar tanto os sintomas quanto a saúde metabólica e reprodutiva, sendo a base do tratamento independentemente do uso de medicamentos.

tratamento sop

Anticoncepcionais

Os anticoncepcionais hormonais são considerados um dos principais tratamentos para mulheres com SOP que não desejam engravidar.

Embora não curem a síndrome, eles ajudam a controlar diversas manifestações da doença ao reduzir a produção de andrógenos pelos ovários e regularizar os ciclos menstruais.

Entre os principais benefícios estão:

  • Regularização da menstruação;
  • Redução do risco de espessamento do endométrio causado por longos períodos sem menstruar;
  • Melhora da acne;
  • Redução gradual do crescimento excessivo de pelos;
  • Controle de sintomas relacionados ao excesso de hormônios androgênicos.

É importante destacar que a melhora do excesso de pelos e da queda de cabelo costuma ser lenta e pode levar seis meses ou mais para ser percebida.

Existe um anticoncepcional melhor para quem tem SOP?

Não existe um anticoncepcional ideal para todas as mulheres.

A escolha depende de diversos fatores, como idade, presença de enxaqueca, tabagismo, pressão alta, risco de trombose, intensidade dos sintomas e necessidade de contracepção.

Algumas formulações possuem progestagênios com ação antiandrogênica, podendo proporcionar melhor controle da acne e do excesso de pelos em pacientes selecionadas. No entanto, essa decisão deve ser individualizada e tomada em conjunto com o médico.

Além disso, é importante lembrar que o anticoncepcional controla os sintomas enquanto está sendo utilizado, mas não trata a causa da síndrome nem corrige alterações metabólicas, como resistência à insulina ou obesidade.


Metformina

A metformina é um medicamento utilizado há muitos anos no tratamento do diabetes tipo 2, mas também pode ser indicada para algumas mulheres com SOP.

Ela atua melhorando a sensibilidade à insulina, reduzindo a resistência à insulina e contribuindo para um melhor controle metabólico.

Em algumas pacientes, a metformina também pode ajudar a:

  • Regularizar os ciclos menstruais;
  • Favorecer a ovulação;
  • Reduzir o risco de evolução para diabetes tipo 2 em mulheres com pré-diabetes;
  • Auxiliar discretamente na perda de peso quando associada a mudanças no estilo de vida.

Toda mulher com SOP precisa tomar metformina?

Não.

Esse é um dos maiores mitos sobre a SOP.

A metformina não deve ser prescrita automaticamente para todas as mulheres com a síndrome. Sua indicação depende da avaliação clínica e costuma ser mais apropriada quando existe resistência à insulina, pré-diabetes, diabetes tipo 2 ou quando há contraindicação ao uso de anticoncepcionais em algumas situações específicas.

Além disso, a metformina não substitui uma alimentação saudável nem a prática regular de atividade física, que continuam sendo fundamentais no tratamento.

Os efeitos colaterais mais comuns são gastrointestinais, como náuseas, sensação de estômago cheio e diarreia, principalmente nas primeiras semanas de uso. Esses sintomas costumam diminuir com a adaptação do organismo e podem ser reduzidos iniciando o tratamento com doses menores e aumentando-as gradualmente.


Medicamentos para emagrecimento: quando podem ser indicados?

Nem toda mulher com SOP precisa utilizar medicamentos para emagrecer. No entanto, quando existe sobrepeso ou obesidade, essas medicações podem fazer parte do tratamento, sempre associadas às mudanças no estilo de vida.

Nos últimos anos, medicamentos como os agonistas do receptor de GLP-1 e a tirzepatida passaram a ocupar um papel importante no tratamento da obesidade. Além de promoverem perda significativa de peso, eles podem melhorar a resistência à insulina e contribuir para o controle de alterações metabólicas frequentemente associadas à SOP.

É importante destacar que esses medicamentos não tratam diretamente a SOP. Seu benefício ocorre principalmente por meio da melhora da obesidade e das alterações metabólicas, o que pode favorecer a regularização dos ciclos menstruais, a ovulação e a qualidade de vida em mulheres selecionadas.

A indicação deve ser individualizada e considerar fatores como o índice de massa corporal (IMC), a presença de doenças associadas, contraindicações e os objetivos de cada paciente.

Saiba mais: Leia nosso artigo completo sobre obesidade, emagrecimento e canetas emagrecedoras, onde explico as diferenças entre medicamentos como Ozempic®, Wegovy® e Mounjaro®, suas indicações, benefícios e possíveis efeitos colaterais.

atividade física

Tratamento para quem deseja engravidar

Para mulheres com SOP que desejam engravidar, o principal objetivo do tratamento é restabelecer a ovulação.

Em muitas pacientes, mudanças no estilo de vida e a perda de peso, quando há sobrepeso ou obesidade, já são suficientes para melhorar a função ovulatória e aumentar as chances de gravidez.

Quando isso não ocorre, podem ser utilizados medicamentos para induzir a ovulação, sempre com acompanhamento médico. Em alguns casos, também pode ser necessário encaminhamento para um ginecologista especializado em reprodução humana.

A boa notícia é que a maioria das mulheres com SOP consegue engravidar, seja de forma espontânea ou com o tratamento adequado.

Em resumo: a SOP pode dificultar a gravidez, mas raramente impede que a mulher realize o desejo de ser mãe. O diagnóstico precoce e o tratamento individualizado aumentam significativamente as chances de sucesso.

Quando procurar um endocrinologista?

Muitas mulheres convivem durante anos com sintomas como ciclos menstruais irregulares, acne persistente, aumento de pelos ou dificuldade para emagrecer sem imaginar que podem estar relacionados à SOP.

A avaliação com um endocrinologista é recomendada sempre que houver suspeita da síndrome, principalmente nas seguintes situações:

  • Menstruação irregular ou ausência de menstruação;
  • Acne persistente após a adolescência;
  • Crescimento excessivo de pelos grossos no rosto ou corpo;
  • Queda de cabelo com padrão masculino;
  • Dificuldade para engravidar;
  • Ganho de peso ou dificuldade para emagrecer associados a alterações hormonais;
  • Exames sugerindo resistência à insulina, pré-diabetes ou diabetes.

Além de confirmar ou descartar o diagnóstico, o endocrinologista avalia possíveis alterações metabólicas associadas, identifica outras doenças que podem causar sintomas semelhantes e define um tratamento individualizado de acordo com os objetivos de cada paciente.

Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de controlar os sintomas, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida.

Perguntas frequentes

SOP tem cura?

Não. A SOP é uma doença crônica, mas pode ser controlada com mudanças no estilo de vida e tratamento individualizado.


SOP tem tratamento?

Sim. O tratamento pode incluir alimentação saudável, atividade física, anticoncepcionais, metformina e, em algumas pacientes, medicamentos para emagrecimento ou para indução da ovulação.


Quem tem SOP consegue engravidar?

Na maioria dos casos, sim. Algumas mulheres engravidam espontaneamente e outras necessitam de tratamento para restaurar a ovulação.


SOP causa infertilidade?

Não necessariamente. A síndrome pode dificultar a gravidez por causar ovulação irregular, mas a maioria das mulheres consegue engravidar com acompanhamento adequado.


SOP engorda?

A SOP não faz todas as mulheres ganharem peso, mas pode favorecer o ganho de peso e dificultar o emagrecimento devido às alterações hormonais e à resistência à insulina.


Quem tem SOP pode tomar Ozempic®, Wegovy® ou Mounjaro®?

Esses medicamentos podem ser indicados quando a paciente apresenta sobrepeso ou obesidade e preenche critérios para tratamento da obesidade. Eles não tratam diretamente a SOP e sua indicação deve ser individualizada.


Toda mulher com ovário policístico tem SOP?

Não. O aspecto policístico dos ovários no ultrassom é apenas um dos critérios diagnósticos e, isoladamente, não confirma a síndrome.


A SOP pode voltar?

Como a SOP é uma doença crônica, ela não costuma “ir e voltar”. O que acontece é que os sintomas podem melhorar com o tratamento e reaparecer quando ele é interrompido ou quando ocorrem mudanças hormonais e metabólicas ao longo da vida.


Quem tem SOP entra na menopausa mais cedo?

Em geral, não. Algumas mulheres com SOP podem até apresentar menopausa um pouco mais tarde, mas isso varia entre as pacientes.


É possível prevenir a SOP?

Não existe uma forma conhecida de prevenir a síndrome, já que existe uma importante influência genética. No entanto, manter hábitos de vida saudáveis ajuda a reduzir complicações e controlar melhor os sintomas.

Conclusão

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), ou Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP), é uma condição complexa que pode afetar a saúde hormonal, metabólica e reprodutiva da mulher. Apesar de não ter cura, existem tratamentos eficazes capazes de controlar os sintomas, reduzir o risco de complicações e melhorar significativamente a qualidade de vida.

O mais importante é lembrar que cada mulher apresenta manifestações diferentes da síndrome. Por isso, o tratamento deve ser individualizado e considerar fatores como idade, sintomas, desejo de engravidar e presença de alterações metabólicas.

Se você apresenta sintomas sugestivos de SOP ou recebeu esse diagnóstico recentemente, procure avaliação médica. O diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado são fundamentais para preservar a saúde e prevenir complicações ao longo da vida.

Referências utilizadas na elaboração deste artigo

  • International Evidence-Based Guideline for the Assessment and Management of Polycystic Ovary Syndrome (2023).
  • European Society of Human Reproduction and Embryology (ESHRE).
  • American Society for Reproductive Medicine (ASRM).
  • Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
  • Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO).

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